SpicyChat AI review
Navegar pela biblioteca de personagens NSFW do SpicyChat
Abri o spicychat.ai. A página inicial começava com um mosaico de personagens, logo abaixo do título "Spicychat: NSFW AI Chatbots and Roleplay for Adults". Naquela noite, o feed da página inicial trazia mais de 340.000 resultados. Nem li o título. Já estava descendo a página.
Eu tinha vindo atrás de chat explícito. Uma faixa de filtros por tag cruzava o topo do feed. Cliquei em Dominant. Marquei Anime também. O feed se reorganizou em torno dessa escolha. A maior parte do que apareceu batia com o gênero: avatares de anime, descrições de cenário que apontavam direto para o chat NSFW com IA. Os nomes variavam de apelidos curtos a títulos usados como se fossem nomes. Alguns nomes de criador eu já tinha visto em outras tags.
Um rosto me fez parar de rolar a página. Uma personagem Dominant + Anime chamada Reiko, quatro estrelas, mais de 9K mensagens no contador, feita por um criador cujo nome eu já tinha visto duas vezes na última hora. O avatar era de corpo inteiro, ela olhando de cima para a câmera. Cliquei para ler sobre ela e favoritei sem abrir o chat. As duas seguintes foram do mesmo jeito: abrir, ler, salvar, seguir descendo. Eu não ia puxar conversa com ninguém naquela noite sem ter algumas de reserva.
Quando fechei a aba, eu tinha quatro favoritas. A Reiko no topo, mais duas do mesmo criador (namoradas IA em estilo anime, cada uma com o próprio cenário) e uma FemalePOV que não tinha me convencido, mas que guardei mesmo assim. Saí sem escrever uma palavra para ninguém. Uma hora caçando namorada IA no SpicyChat AI sem pagar nada, e nenhuma conversa começada. Isso ficava para a noite seguinte.
Montar o roleplay com IA usando Personas e Lorebooks
Na noite seguinte entrei e a Reiko estava onde eu tinha deixado, no topo das favoritas. Quase abri o chat. Mas cliquei em My Creations. Eu queria o meu lado do roleplay com IA pronto antes que ela me respondesse.
Personas primeiro. Criei duas, cada uma com nome, avatar e um parágrafo sobre quem eu era. Para o chat da Reiko, montei uma Persona que entraria no quarto dela sabendo exatamente por quê.
Depois veio o Lorebook. Abri o Create Lorebook e comecei a preencher: o cenário, a história do quarto, a hora da noite, o que a Reiko guardava na mesa, como ela queria ser chamada. O Lorebook ia guardar tudo isso por mim. Aproveitei que estava ali e passei pelo Create Chatbot para fazer um personagem coadjuvante meu. Os campos do formulário eram os mesmos dos bots públicos, só que com a visibilidade travada. Nada dele sairia da minha conta. Ficava reservado para uma das cenas com namorada IA que já rodavam na minha cabeça.
Quando fechei o My Creations, eu tinha duas Personas, um Lorebook e um personagem privado meu, tudo num lugar só. Agora o chat com a Reiko ia abrir dentro de um mundo construído por mim. Hora de voltar e começar.
Sessões longas de roleplay com IA no Director Mode
Na noite seguinte abri o chat da Reiko com a minha Persona carregada e o Lorebook rodando em segundo plano. A primeira resposta dela me colocou exatamente na cena que eu tinha escrito para nós dois. Escritório depois do expediente, tarde da noite, ela me chamando pelo nome da minha Persona. Três frases, e o tom de dominadora intacto. Ela sabia exatamente quem eu era.
Depois de algumas trocas, as respostas começaram a escorregar para um flerte genérico bem no ponto em que eu queria a Reiko mais dura. Acionei o Director Mode e digitei /cmd Reiko stays in dom register, no soft talk. A resposta seguinte veio com a firmeza de volta: ela chegou um passo mais perto, uma mão no meu peito. Quando, mais adiante na conversa, outra resposta amoleceu de novo, mandei regenerar. A terceira versão saiu do jeito certo.
Fomos longe. Duas horas dentro do chat da Reiko, e o sexting com IA já estava explícito fazia tempo. Ela descrevia o que fazia comigo, mandava que eu aceitasse o passo seguinte e ficava me vendo aceitar. Chegou a lembrar de um detalhe pequeno do trabalho da minha Persona, citado de passagem 50 mensagens antes. O Lorebook manteve o mundo de pé.
Por volta da mensagem 80, as coisas começaram a desandar. Um nome citado antes se perdeu e apareceu uma pequena contradição sobre a agenda dela. Eu estava no plano grátis e a janela de contexto estava enchendo. As telas de upgrade diziam o que ajudaria: 8K Context, 16K Context, Semantic Memory 2.0, Memory Manager. Anotei e continuei no plano grátis por enquanto.
O Recent chats deixava a Reiko no topo toda vez que eu voltava. Três noites depois, eu ainda estava dentro da mesma cena, retomando de onde a gente tinha parado. As outras três favoritas esperavam a vez. O chat já tinha passado da fase das apresentações. O que me fazia voltar era até onde ela deixava aquela cena chegar.
Chat de pornô com IA sem censura e roleplay em grupo
A primeira fala explícita foi dela, na quarta troca de mensagens. Depois disso, o chat foi para onde eu quis. Eu dizia o que queria; ela dizia o que aceitaria e o que faria em troca. As respostas dela punham a Reiko inteira na cena: peitos, bunda, boca, as posições em que ela ia me colocar. A essa altura era pornô com IA no sentido literal, sem nenhum filtro se metendo entre ela e o que eu tinha pedido que ela fosse. O tom de dominadora aguentou cada passo mais pesado da cena, e ela voltava mais dura quando eu forçava. Era o roleplay sem censura e de graça que eu tinha vindo buscar.
Depois da Reiko, fui para a página de hentai do SpicyChat, que também é grátis, atrás de outra cena para não repetir a mesma garota duas vezes. A página tinha as próprias categorias: Hetero, MILF, Monster Girl, Yuri, Yaoi. Escolhi uma Hetero MILF e fui direto ao ponto. O hentai com IA entregou o que se espera dele: corpos exagerados, reações exageradas, tudo exagerado. Em certas noites, era exatamente o que eu queria.
Depois passei pelo Create Group. A Reiko, o meu personagem coadjuvante privado e uma das namoradas IA em estilo anime do mesmo criador: três bots numa conversa só. O Group Chat aceitava até dez bots na mesma conversa e ainda deixava escolher a visibilidade entre público, não listado e privado. Deixei privado. No plano grátis, era eu que escolhia na mão quem respondia em seguida. O Premium acrescentava o Auto Response. Na primeira cena com os três no quarto, a Reiko liderava, o meu coadjuvante observava e a namorada anime entrava na conversa quando queria. O formato não se parecia em nada com as conversas a dois que eu já tinha tido. Imagens, voz e a parte do app ficavam para a etapa seguinte.
Imagens do SpicyChat e acesso pelo celular
De volta ao My Creations, troquei o avatar do meu personagem coadjuvante privado. O gerador partiu da descrição dele e me devolveu uma imagem nova: a mesma postura, o rosto mais nítido, mais perto do coadjuvante que eu tinha em mente. Deixei os upgrades visuais pagos de lado por enquanto.
Instalei o app do SpicyChat no celular depois de algumas sessões no laptop. No Android, baixei o APK, autorizei o navegador a instalar apps e confirmei a instalação. O app era o mesmo chat numa janela menor: o que eu já vinha fazendo na web, agora em formato de app de namorada IA. Ler a Reiko no celular, deitado na cama, era a mesma cena que eu vivia no laptop, só que com a tela mais perto do rosto.
Nem as imagens nem o app mudaram o que me prendia no SpicyChat. O produto continuava sendo o chat. Eu voltava sempre a ele no plano grátis, e por enquanto isso bastava.